Empreender é voltar a ser criança

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É o famoso “vai, e ser der medo, vai com medo mesmo”

 

O Dia das Crianças está chegando e com ele existe a possibilidade de vermos tudo de uma maneira diferente. Não devemos pensar apenas nas crianças ao nosso redor, nos presentes que devemos comprar, no desenvolvimento de cada um dos pequenos que cresce sem parar.

Devemos parar um pouco e lembrar de quando éramos as crianças, com as chances, as oportunidades, as descobertas, os desafios, o choro sem fim e a alegria contagiante. Quando tudo era possível e qualquer escolha nos levaria ao desconhecido.

Por esta razão que eu digo, de forma convicta, empreender é voltar a ser criança.

Descobertas

A criança cresce rodeada por descobertas, por coisas novas, por experiências únicas.

Quando não se conhece nada, tudo é novo, tudo é uma aventura. Andar, falar, cada cor, cheiro e gosto. Uma nova brincadeira, um novo amigo, uma desilusão.

A parede áspera, o piso frio, a grama que pinica os pés. O sol que esquenta e faz arder, a chuva fria. A lama no quintal, a poça d´água na sarjeta.

A capacidade de ressignificar cada uma das coisas.

Possibilidades

São diversas situações que a moldam e que a ensinam o que é possível ou não, o que pode dar certo e quantos erros são necessários para entender o não, para buscar outros meios de alcançar um objetivo. Um universo de possibilidade.

É um desafio diário. Cada dia uma luta nova, uma superação e um conjunto de falhas.

A decepção

A criança chora, ela sente o vazio, sente a decepção. Ela entende que não conseguiu, mas por alguma razão, talvez seja inocência ou a dificuldade para aceitar, ela carrega uma força vital que sempre diz que depois da tempestade surgirá um dia de sol.

Então ela segue. Limpa o rosto e tenta de novo. Outro jeito, outra hora, outro dia, mas ela esgota todas as possibilidades antes de ter certeza que é hora de deixar.

A garra

Quem nunca viu uma criança orgulhosa, ou birrenta, ou fazendo de tudo para conseguir o que deseja?! Muitas vezes chamamos isso de “criança mimada”, mas por trás de cada uma delas existe uma força de vontade tremenda, que vai além do que qualquer adulto consideraria aceitável.

É força de vontade, é garra para alcançar um objetivo, saciar um desejo, uma vontade.

 

Vantagens e desvantagens

A criança não se preocupa com política, com burocracia e nem democracia. Nenhuma dessas palavras tem sentido.

Ela não liga para os termos mais assustadores como: contas a pagar, folha de pagamento, investidores. E não sabe o peso da palavra pagar. Pagar colaborador, pagar o fornecedor, pagar a fatura, pagar o empréstimo, e todos os infinitos “pagar” da vida adulta.

A criança tem preocupações mais sérias. Se ela alcança ou não o balcão, se tentar subir na geladeira pode causar um acidente, se quebrar o vidro da janela acarretará em uma bronca homérica, proporcional a pintar as paredes.

Mas na maior parte desses desafios, a criança segue, numa certeza de que aquilo é possível até que ela prove não ser.

Medos

A criança pode ter medo de altura, de água, de animais. Medo de cair, de ser esquecida ou trocada pelo irmão.

Mas o maior medo da criança é desistir. É não tentar, não ter ido além, não descobrir, não ver, não sentir.

Medo de crescer sabendo que poderia ter feito mais, ter tentado outras coisas, outras formas.

Empreender é voltar a ser criança

Não pela infantilidade, não pelo jeito inconsequente ou pela falta de entendimento em assuntos sérios ou excesso de birra.

O empreendedor entra em um mundo completamente novo. São novas sensações, novos desafios, um punhado de vantagens e desvantagens, de quedas, de dedicação, de ganhos.

É viver cheio de surpresas. É o famoso “vai, e ser der medo, vai com medo mesmo”.

Empreender é ter garra de sonhar e realizar. Tentar de todas as maneiras antes de desistir. É ver algo que ninguém mais viu.

O empreendedor chora, pode cair, pode se machucar, pode quebrar. Mas ele, como toda criança, respira e vai de novo.

Empreender é voltar a ser criança porque estamos sempre frente ao desconhecido, ao desafiador e nós vamos. Cada um de nós, de alguma forma, vai, pois gostamos e não nos vemos sem essa emoção.

Empreender não é para todos, mas com certeza é para quem tem medo. Quem tem medo de saber que poderia ser mais, fazer mais, tentado mais. Empreender é para quem é insaciável.

Empreender é para quem gosta de voltar a ser criança sem perder todo o conhecimento dos adultos.

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